O diagnóstico de uma doença profissional depende "muito da relação causa-efeito", já que quando se trata de uma doença comum é fácil reconhecê-la, mas um mal causado por esforço mental o diagnóstico demora mais, explicou Iniesta.
O estresse laboral é o segundo problema de saúde mais frequente na União Europeia, depois dos transtornos músculos-esqueléticos, segundo uma pesquisa do Instituto Nacional de Segurança e Higiene no Trabalho da Espanha, que adverte que 50% dos trabalhadores sofrem desse problema.
No trabalho, esta desordem pode causar uma baixa da produtividade, um maior risco de acidentes e um aumento das faltas.
Segundo o investigador César Martínez Praça, autor do livro "Estresse: aspectos médicos", e especialista em segurança e higiene no trabalho, no ambiente laboral há cinco tipos dessa doença, desde o grau mais leve, que é a hiperatividade emocional, até o mais severo, que é conhecido pelo nome japonês de "karoshi" e pode chegar a ocasionar a morte devido ao excesso de trabalho em ambientes extremamente exigentes.
Segundo um estudo canadense no qual participaram 6.719 homens e mulheres de negócios, entre 18 e 65 anos, trabalhar em empregos altamente estressantes pode elevar a pressão arterial quase dois pontos acima do normal.
"A exposição acumulada a trabalhos tensos aumenta a pressão sanguínea em homens de negócios, especialmente naqueles com baixos níveis de apoio social no trabalho", segundo a doutora Chantal Guimonte e sua equipe da Universidade de Laval, em Québec, no Canadá.
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